28 de ago de 2011

ENTREVISTA COMPLETA DE BRITNEY AO SITE "POP JUSTICE"

Na segunda-feira, 8 de agosto, Peter Robinson — do site britânico PopJustice — teve a oportunidade de conversar por telefone com Britney Spears, minutos antes da cantora se apresentar com a turnê Femme Fatale  na cidade de Boston.
Leia abaixo a entrevista traduzida na íntegra:
Britney, você está na linha?
“Estou!”


Ótimo. O que te leva ao brilhantismo — medo do fracasso ou sede de sucesso?
“Sede de sucesso. Eu constantemente quero superar a última coisa que fiz.”

Você aprendeu isso com o passar dos anos, ou sempre teve consciência disso?
“Com o passar dos anos. Eu sempre dei o melhor de mim em qualquer coisa, mas com o passar do tempo eu comecei a querer me superar, o que eu acho que é uma coisa boa.”

Como você define o sucesso agora? É por venda de álbuns, de ingressos para shows, ou algum parâmetro pessoal?
“Só pelo sentimento de se sentir realizada com o que fiz, sabe? Na arte que fizemos. Neste ponto da minha carreira, eu estou fazendo o tipo de música que eu gosto e que também eu sei que é o tipo de música que meus fãs vão amar.”

Mesmo que você diga ‘Eu estou sendo totalmente honesta com você’, você ainda acha que é importante para as popstars manterem alguma coisa longe de seus fãs?
“Eu acho que sua vida pessoal é sua vida pessoal, e que ela deve permanecer privada, mas falando sobre minha profissão e do que eu faço, estou disposta a conversar sobre.”

Aquele momento quando ultrapassam esse limite, é complicado. O que é que mantém essas pessoas do lado de fora de ultrapassarem essa linha privada… Eu não sei o que é, é respeito?
“Não parece ser, já que essas pessoas de fora não tiveram problemas ao atravessar essa linha.”

E o quanto da verdadeira Britney você acha que nós conhecemos? Nada, tudo, metade? 45%?
“Eu diria que metade. Eu posso ser bem cautelosa com minha vida pessoal e eu aprendi que isso é normal.”

Isso é muito para se conhecer.
“Aham.”

Mas também há muito para não se conhecer.
“Sim! Às vezes, são nossos segredos que nos definem.”

Então agora eu estou me perguntando como é essa outra metade que eu não conheço de você.
“Sim, essa é a questão.”

E seu trabalho é fazer com que eu não descubra.
“Exatamente!”

 Tenho uma pergunta que eu escrevi aqui, no qual eu vou explicar apropriadamente uma vez que você me forneça uma resposta, e a questão é: se você ficasse presa em um espaço somente com uma panela, o que você faria?
“Eu bateria na porta com essa panela.”

A questão é que eu lembro de ter lido algo sobre um estudo comportamental e durante o estudo eles fizeram esse experimento com várias pessoas. E aparentemente, depois de 5 minutos, mais da metade dos homens colocaram a panela na cabeça.
“(Risos)”

O que você acha que isso diz sobre a diferença entre homens e mulheres?
“O quão diferente nós somos!”

Eu acredito que sim. Você tem cabelo branco?
“Não!”

Se você nunca tivesse lançado um segundo single — como se …Baby One More Time fosse somente um grande single e nada mais — o que você estaria fazendo agora?
“Criando minha família. Sendo mãe.”

Você meio que está fazendo isso hoje em dia, claro em diferentes circunstâncias… Mas o que mais seria diferente na sua vida, o que mais você teria feito?
“Eu seria provavelmente a mesma porque eu sou bem rígida na maneira como crio meus filhos, então eu provavelmente seria a mesma; mas falando no sentido profissional, eu provavelmente seria uma professora. Eu amo crianças e mesmo no que eu faço agora, uma das partes favoritas do meu dia é conhecer meus fãs antes dos shows. Especialmente os pequenininhos. Eles são sempre muito fofos.”

É uma coisa que você pensava em fazer desde quando era criança?
“Sim. Minha mãe foi professora.”

Você seria especialista em que matéria?
“Eu me especializaria em Leitura e História.”

Qual seu período histórico preferido?
“Década de 20.”

Que se encaixa perfeitamente no atual estilo ‘Art Deco’ de seu trabalho.
“Sim.”

Você deixaria algum dos seus filhos virarem popstars? O fato de você ser uma afetaria sua resposta na hora da preferência de dizer ‘sim, é uma grande idéia’ ou ‘não, essa não é uma boa idéia’?
“Eu definitivamente manteria os olhos neles, mas se isso for o que eles realmente querem ser, então eu deixaria. Eu apenas seria bem protetora.”

Você passou por muita coisa com o passar dos anos, no que você alertaria seus filhos?
“Bem, eu não iria querer que eles entrassem (nessa vida) com medo, e também ninguém pode preparar você de verdade para esse tipo de indústria e no que você vai vivenciar, então eu teria apenas que confiar que eles tem o instinto para saber o que é certo e o que é errado e ajudar a guiá-los durante o caminho. Eu acho que tenho essa experiência.”

A ideia de seguir instintos é bem interessante… Da mesma maneira que você pode dar a eles aulas de canto ou aulas de dança ou qualquer coisa sem que eles realmente tenham sidos criados para serem estrelas, você está dizendo que não pode ensinar alguém como reagir com o que acontece quando você se torna um?
“Exatamente. Cada trajetória é diferente.”

Você acha que já gravou uma canção perfeita?
“Se eu acho que sequer existe uma canção perfeita?”

Bem, isso é verdade, mas eu estava me perguntando se você acha que já gravou uma…
“Um… Eu não sei se existe isso de canção perfeita. Existem canções que eu estou completamente apaixonada, mas canções vem de criatividade e elas podem ser qualquer coisa, então acho que não existem canções perfeitas.”

Sabe, se alguém perguntasse para mim ‘Qual a canção perfeita?’, eu diria alguns exemplos, mas um deles é …Baby One More Time.
“Obrigada!”

Bem, obrigado pela música, Britney.
“Bem, obrigada por ouvir, Peter!”

O que você olha pra trás e diz ‘Bem, isso foi burrice’.
“Hum…. (pequena pausa) Bem, eu acho que tudo acontece por uma razão e eu não não consigo realmente pensar em nada… Eu acho que você aprende com tudo o que acontece, seja bom ou ruim. Mas você está falando sobre canções?”

Canções, qualquer coisa, na verdade. Eu só acho que é de grande ajuda você querer saber o que um artista pensa sobre ele mesmo, saber se eles realmente fazem um ranking do seu próprio trabalho.
“Fazer música é um processo criativo. E não acho que seja possível fazer um raking desse processo.”

Partindo para um ângulo diferente, você disse que aprende alguma coisa quando algo vai bem ou mal — que lições você tirou dos fatos que não aconteceram como estavam planejados?
“Hum… Checar todo mundo! (Risos) E ter a certeza de que todos estão no melhor momento daquilo que fazem. E se não acontecer do jeito que você queria, não se levar tão sério e seguir em frente.”

Você lidera ou segue?
“Eu definitivamente lidero.”

É trabalhoso fazer toda essa liderança? Deve ser muito mais fácil apenas sentar e copiar pessoas…
“Não, não é um trabalho difícil, é parte de quem eu sou. Eu amo me empenhar para fazer coisas diferentes. É uma das partes que faz com que eu ame o que eu faço — estar nessa indústria porque você pode experimentar diferentes coisas, sabe? E isso faz você ser quem você é.”

Como você se sente liderando nesse momento? Por exemplo, com o break de dubstep em Hold It Against Me, parecia com algo que uma perfomer pop mundialmente conhecida ainda não tinha feito, e parecia uma demanda sua exigir um pouco mais… Mas eu não tinha certeza se era você que estava originando essa demanda. E eu estou me perguntando se existe algum exemplo de coisas que você tenha feito e que tenha pensado, ‘Sim, eu estou realmente orgulhosa de ter feito isso primeiro’.
“Eu tinha uma idéia definida na minha cabeça para o som e a direção deste álbum quando nos organizamos para fazê-lo e eu acho que atingimos isso. Eu estou realmente orgulhosa desse trabalho. Também, nas performances e derivados, nos vídeos e em cada coisa que eu faço eu sempre penso nos enredos e também em como fazer aquilo de uma forma diferente, que nunca tenha sido feito antes. E, hum, é assim que (você) se destaca, e as pessoas ficam inspiradas por isso e assim você inspira outras pessoas. E é para isso que estamos aqui.”

Você diz, ‘É para isso que estamos aqui’, mas existem muitas pessoas que trabalham pela indústria que você está que não pensam que é para isso que eles estão aqui. Em muitos casos, eles estão no negócio para conseguir o quanto puderem (de dinheiro), de cabeça baixa e sem reclamar. Você acha que você está em um mundo diferente dessas pessoas?
“Eu acho que existem muitas pessoas que lideram e existem muitos pessoas que seguem, e nossos mundos são diferentes. Eu sinto que meu mundo é diferente, mesmo das outras pessoas que lideram.”

Mas todo mundo acaba na mesma parada de sucesso no final do dia, mesmo que seja de uma música pop que tenha origem de ângulos diferentes.
“Sim.”

O que é pra lá de excitante.
“Sim. Mas eu só posso me preocupar comigo!”

Que horas você vai pra cama?
“22:30”

Como você gosta que corra o seu dia?
“Durante a turnê, eu normalmente acordo de manhã e malho, passo tempo com meus filhos, depois vou para a arena, como e me preparo para o show!”

Você acha legal ter essa programação para o seu dia?
“Realmente gosto. Eu eu amo rotina e eu amo organização.”

Qual foi o maior erro que você já fez?
“O maior erro que eu já fiz? (Pensa) Não confiar nos meus instintos.”

Agora é o seu primeiro instinto, hum, confiar em seus instintos?
“Sim, com certeza.”

Quando você aprendeu essa lição?
“É só sobre ouvir sua voz interior em diferentes situações. Eu aprendi a confiar em meus instintos através dos anos, mas definitivamente levou tempo.”

Você anda cantando muito sobre boates hoje em dia. Talvez isso seja parte dos 50% da sua vida que não sabemos nada sobre, mas parece que você na verdade não frequenta boates. Então essas boates que você tanto canta sobre — você realmente vai até elas?
“Na verdade não. (Risos) Eu nunca vou para boates. Mas eu acho que é divertido cantar sobre isso. E eu tenho minha própria mini-boate em minha casa.”

O QUÊ?
“Sim. E eu toco muitas músicas lá!”

A boate em sua casa tem um nome?
“Não.”

Ela tem aquele globo de cristal?
“Sim, ela tem globo de cristal. Tem luzes… Tem tudo que tem direito.”

Você gosta de ser observada?
“Eu não gosto de ser julgada. Mas, sabe, eu acho que é lisonjeiro quando pessoas fazem comentários que são gentis. Particularmente quando é algo que me inspira a melhorar.”

Essa é uma boa resposta, especialmente hoje em dia quando as pessoas podem falar diretamente com você no Twitter ou de outra forma, entre considerar o que as pessoas falam de verdade porque são seus fãs e, claro, você considera o que eles falam, e separando das pessoas que só querem abusar de você. Como você divide os comentários construtivos dos outros?
“Bem, quando as pessoas estão gritando nos shows e coisas assim, são as coisas que mais me agradam e me motivam a fazer um show melhor.”

Mas essas pessoas são fãs.
“Certo.”

E sobre as pessoas que mandam mensagens maldosas ou da mídia. Como você ignora as coisas ruins? Muitas pessoas dizem que não entram a internet, mas…
“Não, eu não entro. Eu nunca entrei. Eu não estou interessada no negativo. Somente no positivo.”

Se você tivesse 14 anos novamente, e você estivesse em 2011, como você faria as coisas acontecer?
“Fazendo bons contatos.”

Eu sei o que você quis dizer com isso e você sabe sabe o que quis dizer, mas vamos dizer que essa garota de 14 anos não acha isso tão óbvio — como você começaria?
“Sabe, eu acho que tudo se resolve quando se sabe com quem seus contatos estão e quem são as pessoas ao seu redor, então eu acho que se eu estivesse fazendo tudo isso novamente eu faria isso, mas eu também tiraria vantagem da mídias sociais.”

Quando muitos artitas atingem uma certa idade — Usher, Justin Timberlake, entre outros — eles começam a lançar seus ‘protegidos’, gravadoras e coisas assim. Usher lançou Justin Bieber, que se deu muito bem. Se você estivesse prestes a começar sua própria gravadora e tivesse um ‘protegido’, que tipo de popstar você procuraria?
“Eu sei que tem muita gente por aí que consegue cantar e dançar, mas eu procruaria por alguém que tenha algo para se diferenciar de todo o resto. Alguém para magnetizar as atenções. Eu estou sempre procurando por essa pessoa com essa habilidade especial. É difícil de encontrar…”

E isso nos trás de volta ao que conversamos mais cedo – não é algo que você possa ensinar a alguém.
“Não.”

Existe um estilo de voz ou tipo de música que você procura trabalhar?
“Bem, alguém que ame música. Que não queira apenas ser famoso, sabe?”

As pessoas pensam que a fama é sempre uma coisa boa, quando na verdade é normalmente bem ruim.
“Exatamente.”

Que tipo de exigências estão sobre os artistas de agora que não estavam nos anos 90? O que mudou?
“Eu realmente não tenho esse tipo de pressão em mim. Eu amo genuninamente o que eu faço mas acho que os álbuns são julgados por vendas, o que não é bom.”

Mas quando você surgiu, você foi apresentada como o tipo de popstar que seria julgada pelas vendas. O tipo de popstar que você foi era daquelas que só vendia álbuns. E então você se tornou algo diferente, mas você acha que passou a ser muito diferente da sua versão de 17 anos que agora as vendas não são importantes?
“Sabe de uma coisa, eu faço o tipo de música que eu amo e é isso que realmente importa. E eu espero que todos gostem. ”

Quando você acha que o mundo vai acabar, e como seria o som do mundo acabando?
“(Rindo) Essa é uma das perguntas mais estranhas que já me fizeram, tirando a da panela! Eu sou uma pessoa positiva, então eu diria ‘nunca’! ”

Você acha que teria algum barulho?
“Claro! Seria tipo um estalo, uma crepitação e uma explosão!”
Fonte: X-Britney. 

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